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FPBC articula apoio do setor produtivo para inserir Brasil na corrida global de dados

  • Fernanda Nogueira
  • 8 de abr.
  • 3 min de leitura
Créditos: FPBC
Créditos: FPBC

Jantar liderado pelo presidente Julio Lopes reúne parlamentares e empresários para avançar programa de data centers e destravar pauta no Senado


A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC) promoveu, na noite desta terça-feira (7), em Brasília, um jantar-debate com autoridades públicas, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir a inclusão e o avanço do Programa REDATA na agenda legislativa. O encontro teve como principal objetivo articular apoio político para a tramitação do Projeto de Lei nº 278/2026 no Senado.


O evento reuniu lideranças políticas e empresariais em torno de uma estratégia de mobilização institucional para destravar a proposta, considerada estratégica para a atração de investimentos em data centers e para o fortalecimento da infraestrutura digital brasileira.


Durante o encontro, o deputado Julio Lopes (PP/RJ) destacou que a prioridade agora é ampliar a articulação política e alinhar os diferentes atores envolvidos na pauta.


“Vamos intensificar o diálogo com diferentes frentes parlamentares, como a Frente da Agropecuária e a Frente Empresarial, além de representantes do setor produtivo, que têm grande capacidade de articulação e podem se somar a esse esforço”, afirmou.


O parlamentar ressaltou que o próximo passo será consolidar informações e aumentar a pressão institucional para garantir o avanço da matéria.


“Precisamos organizar melhor os dados, alinhar posições e avançar com mais força, tanto no Congresso quanto junto ao governo, para dar encaminhamento ao projeto”, disse.


Julio Lopes também reconheceu os desafios do cenário político, mas reforçou a necessidade de manter o tema como prioridade.


“Temos uma visão otimista, mas também realista. A Câmara enfrenta um momento desafiador, com pautas urgentes como energia, gás e custo de vida dominando o debate. Ainda assim, precisamos manter o foco para que essa agenda não perca espaço”, pontuou.


Ao defender a importância do REDATA, o deputado destacou que o debate vai além dos data centers e envolve toda a infraestrutura digital do país.


“Não estamos falando apenas de data centers. Eles são o coração desse sistema, mas fazem parte de um ecossistema muito maior. A infraestrutura digital viabiliza inovação, inclusão, eficiência econômica e geração de empregos qualificados”, afirmou.


O parlamentar também alertou para entraves regulatórios que ainda limitam a competitividade do Brasil.


“A energia e a conectividade ainda enfrentam regulações que precisam ser atualizadas. Sem isso, o país corre o risco de não ser competitivo no processamento de dados”, disse.


Segundo ele, estudo desenvolvido em parceria com a Fundação Getulio Vargas, com apoio da Energisa, aponta impactos positivos relevantes da agenda.


“Os estudos mostram geração de empregos, impacto no PIB, aumento da renda e fortalecimento de toda a cadeia produtiva. Estamos falando de uma agenda estratégica para o futuro do país”, concluiu.


Também presente no jantar, o deputado Vitor Lippi (PSDB/SP), vice-presidente da FPBC, reforçou o potencial do Brasil para se tornar um hub global de dados e destacou o momento como uma oportunidade estratégica para o país.


“O mundo vive uma corrida global por infraestrutura digital. Com o avanço da inteligência artificial, a geração e o processamento de dados crescem de forma exponencial, e isso tem mobilizado investimentos trilionários ao redor do mundo”, afirmou.


Segundo ele, o Brasil reúne vantagens competitivas importantes nesse cenário.


“Temos uma matriz energética limpa, capacidade de expansão e estamos fora de grandes tensões geopolíticas, o que nos coloca em posição privilegiada para atrair esses investimentos”, destacou.


O parlamentar ponderou, no entanto, que o país precisa avançar em segurança jurídica e ambiente regulatório.


“Precisamos garantir um ambiente claro, estável e competitivo, que dê confiança ao investidor. Sem isso, corremos o risco de perder essa oportunidade”, disse.


Lippi também chamou atenção para a importância de fortalecer a indústria nacional e ampliar os efeitos econômicos da agenda.


“Esse movimento pode impulsionar toda uma cadeia produtiva no Brasil, com geração de empregos, inovação e agregação de valor. Precisamos criar condições para que o país capture esses benefícios”, afirmou.


Por fim, alertou para a necessidade de equilíbrio na regulamentação da inteligência artificial.


“O Brasil precisa encontrar um equilíbrio na regulação da inteligência artificial, protegendo direitos, mas sem inviabilizar a inovação e a atração de investimentos”, concluiu.


O jantar integra a estratégia da FPBC de posicionar o REDATA como prioridade na agenda econômica, em um cenário global cada vez mais orientado pela economia de dados. A expectativa é que, a partir da articulação construída no encontro, o projeto ganhe tração no Senado e avance como um marco para a competitividade digital do país.

 
 
 

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