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Seminário “Brasil Legal” defende integração de dados para enfrentar economia ilegal

  • Fernanda Nogueira
  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura
Créditos: FPBC
Créditos: FPBC

Evento em Brasília reúne setor público e produtivo, e deputado Julio Lopes cobra atuação coordenada contra pirataria, contrabando e sonegação


O deputado Julio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), afirmou nesta terça-feira (7) que o Brasil precisa integrar órgãos públicos e o setor produtivo para enfrentar de forma mais eficaz a economia ilegal.


A declaração foi feita durante o seminário “Brasil Legal”, realizado no Observatório Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que reuniu representantes de órgãos de fiscalização, segurança pública e entidades empresariais.


Segundo o parlamentar, um dos principais entraves no combate à pirataria, ao contrabando e à sonegação é a atuação fragmentada das instituições.


“Existe muita competência isolada no Brasil. Temos órgãos, instituições e profissionais preparados, mas que ainda atuam de forma dispersa. O nosso papel no Congresso é justamente integrar esses esforços”, disse.


Lopes defendeu como prioridade a ampliação do compartilhamento de dados e informações entre órgãos de fiscalização, forças de segurança e entidades do setor produtivo.


“Sem integração de dados, o combate à ilegalidade perde eficiência. Precisamos conectar essas estruturas para agir com mais inteligência e rapidez”, afirmou.


O deputado também destacou que a economia ilegal gera impactos diretos sobre a arrecadação e o ambiente de negócios no país.


“Estamos falando de bilhões de reais que deixam de ser investidos em políticas públicas e de uma concorrência desleal que prejudica quem produz dentro da lei”, declarou.


Além das medidas institucionais, Lopes defendeu o engajamento da sociedade no enfrentamento ao problema, por meio de campanhas de conscientização.


“O combate à ilegalidade não é só uma questão de fiscalização. É também uma mudança cultural. Precisamos reduzir a tolerância à pirataria, ao contrabando e a outras práticas ilegais no Brasil”, disse.


Instalada em março na Câmara, a Comissão Externa do Brasil Legal tem promovido debates, audiências públicas e articulações com diferentes setores para estruturar propostas de enfrentamento à economia ilegal e fortalecer a competitividade no país.

 
 
 

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